12.setembro - 2026 - 6:31

“Paga o plano e acaba no SUS”: Marangoni denuncia um sistema perigoso, mas com coragem segue na defesa de milhões de brasileiros

Deputado federal cobra soluções para negativas e demora dos planos de saúde que podem pressionar ainda mais a rede pública.

Você paga o plano de saúde todo mês. Quando precisa, recebe uma negativa, espera semanas por uma autorização ou não consegue fazer um exame, cirurgia ou tratamento no prazo necessário. É esse problema que o deputado federal Fernando Marangoni (Podemos-SP) quer enfrentar.

Para o parlamentar, quando a saúde suplementar falha, o problema pode chegar ao SUS. O paciente que não consegue atendimento pelo plano acaba recorrendo à rede pública, transferindo para toda a sociedade uma demanda que deveria ter sido resolvida no sistema privado.

“Quando uma pessoa paga por um serviço e não consegue utilizá-lo quando precisa, o problema pode chegar ao SUS, que é financiado por toda a sociedade”, afirma Marangoni.

Mais de 53 milhões têm plano

Segundo a ANS, o Brasil tinha 53,1 milhões de beneficiários de planos de assistência médica em junho de 2026 — cerca de um quarto da população.

Para Marangoni, é preciso enfrentar o problema antes que ele vire pressão sobre o SUS e mais judicialização. Uma negativa pode atrasar um diagnóstico, uma cirurgia ou o início de um tratamento.

“Quando falamos em defender o consumidor de plano de saúde, estamos falando também em proteger o SUS”, afirma.

Marangoni quer colocar essa relação no centro do debate e buscar mais responsabilidade das operadoras.

A pergunta é direta: se o cidadão paga o plano e, quando precisa, acaba no SUS, quem está pagando essa conta?

Jornal

Edição especial. Agosto/2024

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